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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

AS VERTENTES DA UMBANDA

AS VERTENTES DA UMBANDA



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As Umbandas dentro da Umbanda

Após pouco mais de 100 anos de fundação da Umbanda pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, essa religião cresceu e se diversificou, dando origem a diferentes vertentes que têm a mesma essência por base: a manifestação dos espíritos para a caridade.

O surgimento dessas diferentes vertentes é conseqüência do grau com que as características de outras práticas religiosas e/ou místicas foram absorvidas pela Umbanda em sua expansão pelo Brasil, reforçando o sincretismo que a originou e que ainda hoje é sua principal marca.
Embora essa classificação tenha sido elaborada por mim (ela não é fruto de um consenso entre os umbandistas e nem é adotada por outros estudiosos da religião), a mesma revela-se uma forma útil de condensar as diferentes práticas existentes, possibilitando um melhor estudo das mesmas.


Umbanda Branca e Demanda




Outros nomes: É também conhecida como: Alabanda; Linha Branca de Umbanda e Demanda; Umbanda Tradicional; Umbanda de Mesa Branca; Umbanda de Cáritas; e Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por Pai Antônio e Orixá Malê, através do seu médium, Zélio Fernandino de Morais (10/04/1891 – 03/10/1975), surgida em São Gonçalo, RJ, em 16/11/1908, com a fundação da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Foco de divulgação: O principal foco de divulgação dessa vertente é a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade.

Orixás: Considera que orixá é um título aplicado a espíritos que alcançaram um elevado patamar na hierarquia espiritual, os quais representam, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. É pelos seus encargos comparável a um general: ora incumbido da inspeção das falanges, ora encarregado de auxiliar a atividade de centros necessitados de amparo, e, nesta hipótese fica subordinado ao guia geral do agrupamento a que pertencem tais centros. Acredita que existam 126 orixás, distribuídos em 06 linhas espirituais de trabalho. Os altos chefes de cada uma dessas seis linhas recebem o nome de um orixá nagô, embora não sejam entendidos como nas tradições africanas, existindo uma forte vinculação deles aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui os espíritos que se apresentam como Crianças), de Iemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Iansã e de Santo ou das Almas (onde inclui as almas recém-desencarnadas, os exus coroados, os exus batizados e as entidades auxiliares).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e Crianças e não há giras para Boiadeiros, Baianos, Ciganos, Malandros, Exus e Pombagiras.

Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e pontos riscados nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; e “O Espiritismo, a magia e as sete linhas de Umbanda”.

Umbanda Kardecista



Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda de Mesa Branca; Umbanda Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente com forte influência do Espiritismo, geralmente praticada em centros espíritas que passaram a desenvolver giras de Umbanda junto com as sessões espíritas tradicionais. É uma das mais antigas vertentes, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos Orixás nem aos santos católicos.

Linhas de trabalho: Nesta vertente não é utilizada essa forma de agrupar as entidades.

Entidades: Os trabalhos de Umbanda são realizados apenas por Caboclos(as), Pretos(as) Velhos(as) e, mais raramente, Crianças.
Ritualística: A roupa branca é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e não são encontrados o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques.
Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; “O evangelho segundo o Espiritismo”; “O céu e o inferno”; e “A gênese”.

Umbanda Mirim


Outros nomes: É também conhecida como: Aumbandã; Escola da Vida; Umbanda Branca; Umbanda de Mesa Branca; e Umbanda de Cáritas.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo Mirim através do seu médium Benjamin Gonçalves Figueiredo (26/12/1902 – 03/12/1986), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 13/03/1924, com a fundação da Tenda Espírita Mirim.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: a Tenda Espírita Mirim (matriz e filiais); e o Primado de Umbanda, fundado em 1952.
Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e de Yofá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as) e Crianças e não há giras para Exus e Pombagiras, uma vez que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca com pontos riscados bordados é a única vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de fumo, defumadores e a imagem de Jesus Cristo nos trabalhos, porém as guias, velas, bebidas, atabaques e demais imagens não são usados nas cerimônias, havendo o uso de termos de origem tupi para designar o grau dos médiuns nelas.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Okê, Caboclo”; “O livro dos espíritos”; “O livro dos médiuns”; e “O evangelho segundo o Espiritismo”.


Umbanda Popular



Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Cruzada; e Umbanda Mística.

Origem: É uma das mais antigas vertentes, fruto da umbandização de antigas casas de Macumbas, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. É a vertente mais aberta a novidades, podendo ser comparada, guardada as devidas proporções, com o que alguns estudiosos da religião identificam como uma característica própria da religiosidade das grandes cidades do mundo ocidental na atualidade, onde os indivíduos escolhem, como se estivessem em um supermercado, e adotam as práticas místicas e religiosas que mais lhe convêm, podendo, inclusive, associar aquelas de duas ou mais religiões.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior. Entretanto, é a vertente mais difundida em todo o país.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos santos católicos com os Orixás, associados a um conjunto de práticas místicas e religiosas de diversas origens adotadas pela população em geral, tais como: rezas, benzimentos, simpatias, uso de cristais, incensos, patuás e ervas para o preparo de banhos de purificação e chás medicinais. Considera a existência de dez Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nanã e Ibejis. Em alguns lugares também são cultuados mais dois Orixás: Ossaim e Oxumaré.

Linhas de trabalho: Existem três versões para as linhas de trabalho nesta vertente:
  • Na mais antiga, são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá (onde inclui as Crianças), de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), do Oriente (onde agrupa as entidades orientais) e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
  • Na intermediária, também são consideradas a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, de Iemanjá (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô (onde inclui Xangô e Iansã), das Crianças e das Almas (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas);
  • Na mais recente, são consideradas como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos(as), etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras, Exus-Mirins e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.


Umbanda Omolocô


Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Omolocô, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Começou a ser fundamentada pelo médium Tancredo da Silva Pinto (10/08/1904 – 01/09/1979) em 1950, no Rio de Janeiro, RJ.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Tancredo da Silva Pinto; as tendas criadas por seus iniciados; e o livro “Umbanda Omolocô”, escrito por Caio de Omulu.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Omolocô. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Omolocô, incluindo o sacrifício de animais.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “A origem de Umbanda”; “As mirongas da Umbanda”; “Cabala Umbandista”; “Camba de Umbanda”; “Doutrina e ritual de Umbanda”; “Fundamentos da Umbanda”; “Impressionantes cerimônias da Umbanda”; “Tecnologia ocultista de Umbanda no Brasil”; e “Umbanda: guia e ritual para organização de terreiros”.

Umbanda Almas e Angola



Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Almas e Angola, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade, uma vez que não existe uma doutrina comum em seu interior.

Orixás: Nesta vertente encontra-se um forte sincretismo dos Orixás com os santos católicos, sendo que aqueles estão vinculados às tradições africanas, principalmente as do Almas e Angola. Considera a existência de nove Orixás: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Obaluaiê, Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho: de Oxalá, do Povo d’Água (onde inclui Iemanjá, Oxum, Nanã e Iansã), de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, das Beijadas (onde agrupa as Crianças) e das Almas (onde inclui Obaluaiê e agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Exus e Pombagiras.

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, incensos, pontos riscados e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas no Almas e Angola, incluindo o sacrifício de animais.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.


Umbandomblé



Outros nomes: É também conhecida como Umbanda Traçada.

Origem: É fruto da umbandização de antigas casas de Candomblé, notadamente as de Candomblé de Caboclo, porém não existe registro da data e do local inicial em que começou a ser praticada. Em alguns casos, o mesmo pai-de-santo (ou mãe-de-santo) celebra tanto as giras de Umbanda quanto o culto do Candomblé, porém em sessões diferenciadas por dias e horários.

Foco de divulgação: Não existe um foco principal de divulgação dessa vertente na atualidade.

Orixás: Nesta vertente existe um culto mínimo aos santos católicos e os Orixás são fortemente vinculados às tradições africanas, principalmente as da nação Ketu, podendo inclusive ocorrer a presença de outras entidades no panteão que não são encontrados nas demais vertentes da Umbanda (Oxalufã, Oxaguiã, Ossain, Obá, Ewá, Logun-Edé, Oxumaré).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Falangeiros de Orixá, Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Ciganos(as), Exus, Pombagiras e Malandros(as).

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens dos Orixás na representação africana, fumo, defumadores, velas, bebidas e atabaques nos trabalhos. Nesta vertente também são utilizadas algumas cerimônias de iniciação e avanço de grau semelhantes à forma como são realizadas nos Candomblés, incluindo o sacrifício de animais, podendo ser encontrado, também, curimbas cantadas em línguas africanas (banto ou iorubá).

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.


Umbanda Eclética Maior




Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Oceano de Sá (23/02/1911 – 21/04/1985), mais conhecido como mestre Yokaanam, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 27/03/1946, com a fundação da Fraternidade Eclética Espiritualista Universal.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são a sede da fraternidade e suas regionais.

Orixás: Nesta vertente existe uma forte vinculação dos Orixás aos santos católicos, sendo que aqueles foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de pelo menos nove Orixás: Oxalá, Ogum, Ogum de Lei, Oxóssi, Xangô, Xangô-Kaô, Yemanjá, Ibejês e Yanci, sendo que um deles não existe nas tradições africanas (Yanci) e alguns deles seriam considerados manifestações de um Orixá em outras vertentes (Ogum de Lei/Ogum e Xangô-Kaô/Xangô).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, fortemente associadas a santos católicos: de São Jorge (Ogum), de São Sebastião (Oxóssi), de São jerônimo (Xangô), de São João Batista (Xangô-Kaô), de São Custódio (Ibejês), de Santa Catarina de Alexandria (Yanci) e São Lázaro (Ogum de Lei).

Entidades: Os trabalhos são realizados principalmente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), e Crianças.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de uma cruz, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, velas, porém os atabaques, as guias, as bebidas e fumo não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Evangelho de Umbanda”; “Manual do instrutor eclético universal”; “Yokaanam fala à posteridade”; e “Princípios fundamentais da doutrina eclética”.

Aumbhandã




Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Esotérica; Aumbhandan; Conjunto de Leis Divinas; Senhora da Luz Velada; e Umbanda de Pai Guiné.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Guiné de Angola através do seu médium Woodrow Wilson da Matta e Silva, também conhecido com mestre Yapacani (28/06/1917 – 17/04/1988), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1956, com a publicação do livro “Umbanda de todos nós”. Sua doutrina é fortemente influenciada pela Teosofia, pela Astrologia, pela Cabala e por outras escolas ocultistas mundiais e baseada no instrumento esotérico conhecido como Arqueômetro, criado por Saint Yves D’Alveydre e com o qual se acredita ser possível conhecer uma linguagem oculta universal que relaciona os símbolos astrológicos, as combinações numerológicas, as relações da cabala e o uso das cores.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os noves livros escritos por Matta e Silva; e as tendas e ordens criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de sete Orixás: Orixalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yemanjá, Yori, Yorimá, sendo que dois deles não existem nas tradições africanas (Yori e Yorimá).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias feitas de elementos naturais, um quadro com o rosto de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais e tábuas com ponto riscado nos trabalhos, porém os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Doutrina secreta da Umbanda”; “Lições de Umbanda e Quimbanda na palavra de um Preto-Velho”; “Mistérios e práticas da lei de Umbanda”; “Segredos da magia de Umbanda e Quimbanda”; “Umbanda de todos nós”; “Umbanda do Brasil”; “Umbanda: sua eterna doutrina”; “Umbanda e o poder da mediunidade”; e “Macumbas e Candomblés na Umbanda”.


Umbanda Guaracyana





Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada pelo Caboclo Guaracy através do seu médium Sebastião Gomes de Souza (1950 – ), mais conhecido como Carlos Buby, surgida em São Paulo, SP, em 02/08/1973, com a fundação da Templo Guaracy do Brasil.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são os Templos Guaracys do Brasil e do Exterior.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados em relação às tradições africanas, havendo, entretanto, uma ligação dos mesmos com elas. Considera a existência de dezesseis Orixás, divididos em quatro grupos, relacionados aos quatro elementos e aos quatro pontos cardeais: Fogo/Sul (Elegbara, Ogum, Oxumarê, Xangô), Terra/Oeste (Obaluaiê, Oxóssi, Ossãe, Obá), Norte/Água (Nanã, Oxum, Iemanjá, Ewá) e Leste/Ar (Iansã, Tempo, Ifá e Oxalá).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Ciganos(as), Exus e Pombagiras.

Ritualística: Roupas coloridas (na cor do Orixá) são a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas e atabaques nos trabalhos, porém não são utilizadas imagens e bebidas nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente não possui um livro específico como fonte doutrinária.


Umbanda dos Sete Raios



Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Ney Nery do Reis (Itabuna, (26/09/1929 – ), mais conhecido como Omolubá, e por Israel Cysneiros, surgida no Rio de Janeiro, RJ, em novembro de 1978, com a publicação do livro “Fundamentos de Umbanda – Revelação Religiosa”

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são as obras escritas por Omolubá e as tendas criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados em relação às tradições africanas. Considera a existência de doze Orixás, divididos em sete raios: 1º raio, Iemanjá e Nanã; 2º raio, Oxalá; 3º raio, Omulu; 4º raio, Oxóssi e Ossãe; 5º raio, Xangô e Iansã; 6º raio, Oxum e Oxumaré; e 7º raio, Ogum e Ibejs.

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Orientais, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Ciganos(as), Pilintras, Exus e Pombagiras.

Ritualística: Embora a roupa branca seja a vestimenta principal dos médiuns, essa vertente aceita o uso de roupas de outras cores pelas entidades, bem como o uso de complementos (tais como capas e cocares) e de instrumentais próprios (espada, machado, arco, lança, etc.). Nela encontra-se o uso de guias, imagens de entidades, fumo, defumadores, velas, bebidas, pontos riscados e atabaques nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente possui os seguintes livros e periódicos como fonte doutrinária: “ABC da Umbanda: única religião nascida no Brasil”; “Almas e Orixás na Umbanda”; “Cadernos de Umbanda”; “Fundamentos de Umbanda: revelação religiosa”; “Magia de Umbanda: instruções religiosas”; “Manual prático de jogos de búzios”; “Maria Molambo: na sombra e na luz”; “Orixás, mitos e a religião na vida contemporânea”; “Pérolas espirituais”; “Revista Seleções de Umbanda”; “Tranca Ruas das Almas: do real ao sobrenatural”; “Umbanda, poder e magia: chave da doutrina”; e “Yemanjá, a rainha do mar”.


Aumpram



Outros nomes: É também conhecida como: Aumbandhã; e Umbanda Esotérica.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Tomé (também chamado Babajiananda) através do seu médium, Roger Feraudy (1923 – 22/03/2006), surgida no Rio de Janeiro, RJ, em 1986, com a publicação do livro “Umbanda, essa desconhecida”. Esta vertente é uma derivação da Aumbhandã, das quais foi se distanciando ao adotar os trabalhos de apometria e ao desenvolver a sua doutrina da origem da Umbanda: considera que esta religião surgiu a 700.000 anos em dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário. Nestes continentes, os terráqueos teriam vivido junto com seres extraterrestres, os quais teriam ensinado aqueles sobre o Aumpram, a verdadeira lei divina.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: os livros escritos por Roger Feraudy; e as tendas e fraternidades criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica (Oxalá, Yemanjá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Yori e Yorimá) e mais Obaluaiê, o qual consideram o Orixá oculto da Umbanda.

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos 7 Orixás: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso da imagem de Jesus Cristo, fumo, defumadores, velas, cristais e incensos nos trabalhos, porém as guias e os atabaques não são utilizados nas cerimônias.

Livros doutrinários: Esta vertente usa os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “Umbanda, essa desconhecida”; “Erg, o décimo planeta”; “Baratzil: a terra das estrelas”; e “A terra das araras vermelhas: uma história na Atlântida”.

Ombhandhum



Outros nomes: É também conhecida como: Umbanda Iniciática; Umbanda de Síntese; e Proto-Síntese Cósmica.

Origem: É a vertente fundamentada pelo médium Francisco Rivas Neto (1950 – ), mais conhecido como Arhapiagha, surgida em São Paulo, SP, em 1989, com a publicação do livro “Umbanda: a proto-síntese cósmica”. Esta vertente começou como uma derivação da Umbanda Esotérica, porém aos poucos foi se distanciando cada vez mais dela, conforme ia desenvolvendo sua doutrina conhecida como movimento de convergência, que busca um ponto de convergência entre as várias vertentes umbandistas. Nela existe uma grande influência oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do sânscrito, e há a crença de que a Umbanda é originária de dois continentes míticos perdidos, Lemúria e Atlântida, que teriam afundado no oceano em um cataclismo planetário.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o livro “Umbanda: a proto-síntese cósmica”; a Faculdade de Teologia Umbandista, fundada em 2003; o Conselho Nacional da Umbanda do Brasil, fundado em 2005; e as tendas e ordens criadas pelos discípulos de Rivas Neto.

Orixás: Nesta vertente não existe o culto aos santos católicos e os Orixás foram reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência dos 7 Orixás da Umbanda Esotérica, associados, cada um deles, a mais um Orixá, de sexo oposto, formando um casal: Orixalá-Odudua, Ogum-Obá, Oxóssi-Ossaim, Xangô-Oyá, Yemanjá-Oxumaré, Yori-Oxum, Yorimá-Nanã. Por esta associação nota-se que alguns Orixás tiveram seu sexo modificado em relação a tradição africana (Odudua e Ossaim).

Linhas de trabalho: Considera a existência de sete linhas de trabalho, que recebem o nome dos Orixás principais do par: de Oxalá, de Yemanjá, de Ogum, de Oxóssi, de Xangô, de Yori (onde agrupa as Crianças) e de Yorimá (onde agrupa os Pretos-Velhos e as Pretas-Velhas).

Entidades: Os trabalhos são realizados somente por Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças e Exus, sendo que estes últimos não são considerados trabalhadores da Umbanda e sim da Quimbanda.

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras de Umbanda e a roupa preta, associada ao vermelho e branco, nas de Exu, sendo admitidos o uso de complementos por sobre a roupa dos médiuns, tais como cocares de caboclos. Nela encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas, cristais, atabaques  e tábuas com ponto riscado nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente usa o seguinte livro como principal fonte doutrinária: “Umbanda: a proto-síntese cósmica”.

Umbanda Sagrada



Outros nomes: Não possui.

Origem: É a vertente fundamentada por Pai Benedito de Aruanda e pelo Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, através do seu médium Rubens Saraceni (1951 – ), surgida em São Paulo, SP, em 1996, com a criação do Curso de Teologia de Umbanda. Sua doutrina procura ser totalmente independente das doutrinas africanistas, espíritas, católicas e esotéricas, pois considera que a Umbanda possui fundamentos próprios e independentes dessas tradições, embora reconheça a influências das mesmas na religião.

Foco de divulgação: Os principais focos de divulgação dessa vertente são: o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, fundado em 1999; o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina, fundado em 2001; a Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo, fundada em 2004; os livros escritos por Rubens Saraceni; o Jornal de Umbanda Sagrada editado por Alexandre Cumino; o programa radiofônico Magia da Vida; e os colégios e tendas criadas por seus discípulos.

Orixás: Nesta vertente os adeptos podem realizar o culto aos santos católicos da maneira que melhor lhes convier e os Orixás são entendidos como manifestações de Deus que ocorreram sobre diferentes nomes em diferentes épocas, sendo reinterpretados de maneira totalmente distinta das tradições africanas, não havendo nenhuma vinculação dos mesmos com elas. Considera a existência de catorze Orixás agrupados como casais em sete tronos divinos: Oxalá e Logunan (Trono da Fé); Oxum e Oxumaré (Trono do Amor); Oxóssi e Obá (Trono do Conhecimento); Xangô e Iansã (Trono da Justiça); Ogum e Egunitá (Trono da Lei); Obaluaiê e Nanã (Trono da Evolução); e Iemanjá e Omulu (Trono da Geração). Os sete primeiros de cada par são chamados Orixás Universais, responsáveis pela sustentação das ações retas e harmônicas, e os outros sete, Orixás Cósmicos, responsáveis pela atuação corretiva sobre as ações desarmônicas e invertidas, sendo que alguns deles seriam considerados manifestações do mesmo Orixá nas tradições africanas (Obaluaiê/Omulu e Iansã/Egunitá).

Linhas de trabalho: Considera como linha de trabalho cada tipo de entidade: de Caboclos(as), de Pretos(as)-Velhos(as), de Crianças, de Baianos, etc.

Entidades: Os trabalhos são realizados por diversas entidades: Caboclos(as), Pretos(as)-Velhos(as), Crianças, Boiadeiros, Baianos(as), Marinheiros, Sereias, Povo(s) do Oriente, Ciganos(as), Exus, Pombagiras, Exus-Mirins e Malandros(as).

Ritualística: A roupa branca é a vestimenta usada pelos médiuns durante as giras e encontra-se o uso de guias, fumo, defumadores, velas, bebidas, atabaques, imagens e pontos riscados nos trabalhos.

Livros doutrinários: Esta vertente usa toda a bibliografia publicada por Rubens Saracen, tendo os seguintes livros como principais fontes doutrinárias: “A evolução dos espíritos”; “A tradição comenta a evolução”; “As sete linhas de evolução”; “As sete linhas de Umbanda: a religião dos mistérios”; “Código de Umbanda”; “Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada”; “Formulário de consagrações umbandistas: livro de fundamentos”; “Hash-Meir: o guardião dos sete portais de luz”; “Lendas da criação: a saga dos Orixás”; “O ancestral místico”; “O código da escrita mágica simbólica”; “O guardião da pedra de fogo: as esferas positivas e negativas”; “O guardião das sete portas”; “O guardião dos caminhos: a história do senhor Guardião Tranca-Ruas”; “Orixá Exu-Mirim”; “Orixá Exu: fundamentação do mistério Exu na Umbanda”; “Orixá Pombagira”; “Orixás: teogonia de Umbanda”; “Os arquétipos da Umbanda: as hierarquias espirituais dos Orixás”; “Os guardiões dos sete portais: Hash-Meir e o Guardião das Sete Portas”; “Rituais umbandistas: oferendas, firmezas e assentamentos”; e “Umbanda Sagrada: religião, ciência, magia e mistérios”.


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Abaixo segue a versão gráfica, simplificada, das vertentes acima descritas, de acordo com seu surgimento, bem como uma possível fonte de inter-relacionamento entre elas. As vertentes foram, ainda, relacionadas à antiga nomenclatura usada para diferenciar os tipos de Umbanda, que são:





  • Umbanda Branca – agrupa as Umbandas que seguem uma doutrina mais próxima do espiritismo-catolicismo, utilizando inclusive os livros da doutrina espírita como fonte doutrinária, onde os médiuns se vestem apenas de branco e onde não há uso de atabaque, não há gira para Exus, Pombagiras, Malandros e quaisquer entidades quimbandeiras e não há uso de sacrifícios de animais;

  • Umbanda Branca Esotérica – caso particular das Umbandas Brancas, pois além de possuírem as características acima, também fazem uso de práticas consideradas de cunho esotérico-ocultista (cristais, numerologia, mantras, meditação, etc);

  • Umbanda Cruzada – contração da antiga expressão Umbanda cruzada com Quimbanda, agrupa as Umbandas onde, além das giras para as entidades da Umbanda, também ocorre gira para as entidades que originalmente faziam parte apenas da Quimbanda (Exus, Pombagiras, Malandros e outras entidades quimbandeiras), caso nos quais os médiuns eram autorizados a usar roupas escuras (especialmente a preta) para incorporar essas entidades e era normal fecharem o Gongá com uma cortina durante o trabalho deles, sendo possível encontrar nessas Umbandas a prática do sacrifício de animais para oferendar as entidades quimbandeiras;

  • Umbanda Traçada – um caso particular da Umbanda Cruzada, seu nome é uma contração da antiga expressão Umbanda Cruzada Traçada com Candomblé, pois agrupa as Umbandas Cruzadas que possuem doutrinas, ritos e práticas originários das tradições africanas, principalmente aquelas oriundas dos diversos Candomblés, sendo possível encontrar, dentro delas, a prática do sacrifício de animais para os Orixás;

  • Umbanda Esotérica – um caso particular da Umbanda Cruzada, seu nome é uma contração da antiga expressão Umbanda Cruzada Esotérica, pois agrupa as Umbandas Cruzadas que também fazem uso de práticas consideradas de cunho esotérico-ocultista (cristais, numerologia, mantras, meditação, etc).
Importante ressaltar que a posição das vertentes no gráfico não possui nenhuma relação com questões de hierarquia superior ou inferior entre elas: foi apenas para facilitar a visualização das informações contidas.




segunda-feira, 12 de setembro de 2016

10 – A Chave do Tempo


A Chave do Tempo


INTRODUÇÃO ao ORIGINAL: A Interpretação das TÁBUAS DE ESMERALDA DE THOTH: 
Nas páginas seguintes, são revelados alguns dos mistérios que só foram tocados levemente por alguns estudantes sinceros ou por outros professores e alunos de verdade. 

A busca do homem pela compreensão das leis que regulam a sua vida tem sido incessante, mas sempre um pouco aquém do véu que protege os planos mais elevados da visão do homem (e da mulher) comum e mundano, apesar disto a verdade existe, pronta para ser assimilada por aqueles que ampliaram sua visão interior, e não buscaram nada fora de si mesmo, em sua busca.


As Tábuas de Esmeralda de Thoth: 10 – A Chave do Tempo


  • Ouvi vós, ó homens. Aceitais a minha sabedoria. Saibam dos profundos mistérios ocultos no espaço. Saibam sobre o pensamento que cresceu no abismo, trazendo a ordem e a harmonia ao espaço (à Criação).
  • Não sabeis vós, ó homens, que tudo que existe vem à existência só por causa da Lei. Conhecereis a Lei e sereis livres, nunca se comprometam com os grilhões das trevas.
  • Distante, através de espaços estranhos, eu vaguei na profundidade do abismo do tempo, até que no final tudo me foi revelado. Não sabeis vós que o mistério é somente um mistério quando o seu conhecimento é desconhecido para o homem. Quando vos tiveres sondado o coração de todo o mistério, o conhecimento e a sabedoria certamente serão teus.
  • Buscai e aprendereis que o tempo é o segredo pelo qual podereis estar livre deste espaço (nível de consciência).
  • Por muito tempo eu, a SABEDORIA, procurei pela sabedoria; sim, e devemos procura-la até o final da eternidade, para saber que nunca recuamos devemos nos deslocar para a meta que pretendemos atingir. Mesmo os (NOVE) senhores dos CICLOS sabem que ainda não atingiram à meta final. Mesmo com toda a sua sabedoria, eles sabem que a verdade sempre esta em expansão. 
  • Certa vez, em um tempo há muito passado, eu falei com o morador dos Salões do Amenti. Perguntei-lhe sobre o mistério do tempo e do espaço. Fiz a pergunta que surgiu desde o âmago do meu ser, dizendo: Ó Mestre, o que é o TEMPO?
  • Então, o Mestre falou comigo:
  • “Não sabeis tu, ó Thoth, no início havia somente o VAZIO, o vácuo e mais nada, atemporal, sem espaço, no princípio nada havia. E no VAZIO, do nada veio um pensamento, intencional, onipenetrante, e ele preencheu o vazio. Não existia matéria, apenas uma única força, um movimento, um vórtice, ou vibração do pensamento intencional que preencheu o VAZIO”.
  • E eu questionei o Mestre, perguntando: “Esse pensamento é eterno?”  E me respondeu o morador, dizendo:  
  • “No início, havia o pensamento eterno, e para o pensamento ser eterno, o tempo deve existir. Assim, no pensamento onipenetrante, cresceu a LEI do TEMPO. Sim o tempo existe ocupando todo o espaço, flutuando em um movimento suave, rítmico que esta eternamente em um estado de fixação”.
  • “O tempo não muda, mas todas as coisas mudam com o tempo. Pois o tempo é a força que mantém os eventos separados, cada um em seu próprio e adequado lugar. O tempo não está em movimento, mas vós se moveis através do tempo como a sua consciência move-se a partir de um evento para outro”.
  • “Sim, pois o tempo ainda existe, apesar de tudo, como uma eterna ÚNICA existência. Saibas que, mesmo no momento em que sois separado, ainda assim estamos unidos ao UNO, em todos os momentos existentes”.
  • Cessou então a voz do morador, e eu parti para refletir sobre o tempo. Pois sabia eu que, nas suas palavras havia sabedoria e uma maneira de explorar os mistérios do tempo.
  • Frequentemente eu refleti sobre as palavras ditas pelo morador. Então eu procurei resolver o mistério do tempo. Descobri que o TEMPO se move através de ângulos estranhos. No entanto, apenas através dos círculos (ângulos) eu poderia esperar alcançar a chave que me daria acesso à compreensão do espaço-tempo. Eu então descobri que só se movendo para cima e mais uma vez, movendo-me para a ala direita eu poderia ficar livre do tempo do movimento.
  • Eu sai para fora de meu corpo, me transferi para dentro dos movimentos que me alteram com o tempo. Estranhas as visões que tive e que eu vi em minha viagem, muitos dos mistérios se abriram para que eu os visse. Sim, eu vi o início do homem, aprendi com o passado de que nada é realmente novo.
  • Buscai, ó homem, por aprender o caminho que conduz através dos espaços que são formados adiante no tempo.
  • Não te esqueças, ó homem, com toda as tuas forças buscai pela Luz que é o objetivo que haveis procurar alcançar com todas as tuas forças. Procure pela Luz em teu caminho e nunca mais para ti a meta permanecerá obscura.
  • Não deixe o te coração se voltar para às trevas. Que a LUZ da tua ALMA brilhe e seja um Sol no caminho. Sabei que o brilho eterno, sim, deve sempre encontrar a tua Alma abrigada na LUZ. Nunca agrilhoada, não vinculada às trevas, á MATÉRIA, que ela resplandeça como um Sol da Luz.
  • Sim, saiba que embora escondida profundamente na escuridão (dentro do corpo material humano),  a tua Alma é uma centelha, uma LUZ da chama da verdade. Seja UNO com a maior de todas as luzes. Encontre na FONTE, o fim da tua meta.
  • A luz é vida, pois sem a grande Luz nada pode existir. Não sabeis vós, que em toda a matéria criada, no coração de tudo a Luz sempre existe. Sim, apesar de mergulhado na escuridão (da matéria), a Luz inerente sempre existiu.
  • Uma vez eu estava nos Salões do Amenti e ouvi a voz dos NOVE Senhores do Amenti, dizendo em alto som que ecoou pelo silêncio, palavras de poder, poderosas e potentes. Eles cantaram a canção dos ciclos, as palavras que abrem o caminho para o além do além do além. Sim, eu vi o grande caminho aberto e por um instante tive um vislumbre do além. Eu vi os movimentos dos ciclos, tão vasto quanto o infinito pensamento da FONTE poderia transmitir.
  • Eu soube então, que mesmo o Infinito esta se dirigindo para algum fim impensável. Eu vi que o Cosmos é completamente organizado e parte de um movimento que se estende para todo o espaço, uma parte de uma Ordem que segue outra Ordem, constantemente se movendo em harmonia pelo espaço.
  • Eu vi a roda dos ciclos como grandes círculos nos infinitos céus. Eu sabia, então, que tudo o que terá de vir a ser está crescendo para satisfazer ainda outro ser num agrupamento distante do espaço e do tempo infinitos.
  • Eu soube então que AS PALAVRAS são poder para acessar os níveis de consciência que estão escondidos do homem comum. Sim, isso mesmo no PODER do VERBO (A PALAVRA) se esconde a chave que abrirá os céus acima e os infernos abaixo.
  • Sim, agora homem, escute esta palavra que eu deixo contigo. Use-a e achareis o poder em seu som. Dizei a palavra: “ZIN-URU” e encontrareis poder. Todavia, vós deveis entender que o homem é da Luz e a Luz é do homem.
  • Escuteis vós, ó homens, e aprendam um mistério estranho de que tudo está no Sol (na LUZ). Não sabeis vós, ó homens, de que todo o espaço é preenchido por mundos dentro de mundos; sim, um dentro do outro ainda que separados pela Lei (Consciência).
  • Uma vez em minha busca pela sabedoria profundamente enterrada, eu abri a porta que impede os homens comuns de acessar outros mundos. Eu profundamente clamei pelos outros planos da existência, por aquela que era mais justa (a sabedoria-SOPHIA) do que as filhas dos homens. Sim, eu clamei por ela fora dos espaços, para que ela brilhasse como uma luz no mundo dos homens.
  • Eu usei o tambor da Serpente. Eu vestia o manto cor de púrpura e de ouro. Eu coloquei em minha cabeça, a coroa de prata. Em torno de mim o círculo de cinábrio brilhou. Eu levantado os braços gritei a invocação que abre o caminho para os planos mais além, chamei pelos Senhores dos sinais (CONSTELAÇÕES) em suas casas:
  • “Senhores dos dois horizontes, OBSERVADORES dos portões triplos, ficai um à direita e outro à esquerda. Na medida em que a estrela sobe ao seu trono e governe sobre o seu signo. Sim, tu oh príncipe escuro de ARULU,  abra os portões sombrios, acesso da terra escondida e libere quem vós manténs prisioneiros.
  • Ouvi, ouvi, ouvi, Senhores das Trevas e os Brilhantes, e por seus nomes secretos, nomes que eu conheço e posso INVOCAR (o PODER do VERBO), sim me escutem e OBEDEÇAM a minha vontade e COMANDO.
  • Eu, então, ACENDI meu círculo em CHAMAS e clamei por ELA em espaços e planos além do além. FILHA DA LUZ, retorne de ARULU.
  • Por sete vezes sete vezes passei através do fogo. Alimentos sólidos não comi. Água eu não tomei. Eu chamo-te desde ARULU, dos reinos de EKERSHEGAL. Eu chamo-te, Oh Senhora da Luz.
  • Em seguida, levantou-se diante de mim figuras escuras e sombrias; sim as figuras dos Senhores do Arulu. Eles partiram e então surgiu a SENHORA DA LUZ (SOPHIA).
  • Livre estava ela a partir de agora dos senhores das TREVAS, livre para viver na Luz do Sol que ilumina a Terra, livre para viver como uma filha da Luz.
  • Ouvi e escutem, ó meus filhos. Magico é o conhecimento e só ele é a Lei (Dharma). Não tenhais medo do poder (divino) dentro de ti por isso segue a Lei como as estrelas no céu irradiam LUZ .
  • Sabei que, sem conhecimento, a sabedoria é apenas (baixa) magia e não É a LEI. Mas sabeis vós que apenas pelo seu conhecimento (sabedoria=SOPHIA=conhecimento do lado FEMININO da natureza) poderás te aproximar para mais perto de um lugar ao Sol (da LUZ).
  • Escutais, meus filhos, sigam os meus ensinamentos. Sede sempre um buscador da Luz. Brilhem no mundo dos homens ao redor de vós, sejam uma luz no caminho que deve brilhar entre os homens.
  • Sigam-me e aprendam de minha magia. Saibam que toda a força é tua, se tu quiseres. Não tema o caminho que te leva ao conhecimento, mas sim afasta te da estrada escura das trevas.
  • A luz é tua, ó homem, para ser tomada. Arranque os grilhões das trevas e serás livre. Não sabeis vós que a Alma está vivendo em cativeiro agrilhoada por medos que a mantêm prisioneira.

  • Abra teus olhos e veja o grande SOL CENTRAL. Não tenhais medo pois tudo é teu, tua herança. O medo é do Senhor das Trevas ARULU, que nunca enfrentou o medo nas trevas. Sim, eu sei que o medo tem existência própria criada por aqueles que estão vinculados pelos seus medos.

  • Livrem-se das suas amarras, ó filhos, e andem na Luz do glorioso dia. Libertem-se das trevas da noite. Nunca mais gerem pensamentos para a escuridão e, certamente sereis UNOS com a Luz.
  • O homem é apenas aquilo no que ele crê (o homem cria sua REALIDADE PELO SEUS PENSAMENTOS), um irmão da escuridão ou uma criança da Luz. Vamos embora para a LUZ meus filhos. Ande na liderança do caminho que conduz para a LUZ do Sol.

  • Ouçam, pois, e escutem essa sabedoria. Usem a palavra que tenho dado a vós. Usem-na e tenham certeza de que encontrarão poder, sabedoria e LUZ para andar no caminho. Busca em ti mesmo e encontrarás a chave que te dei e para sempre serás um filho da Luz.




“E para quem busca honesta e dedicadamente o crescimento espiritual e lê as Tábuas de Esmeralda com os olhos, coração e mente abertos, a sua sabedoria será aumentada em mais de uma centena de vezes”. 


LEIA. Acreditando ou não, entendendo ou não, mas LEIA. E as vibrações nelas contidas (o Poder do SOM, das palavras, do pensamento, da sabedoria antiga, da Doutrina Secreta) irão despertar uma resposta na tua alma. Em breve elas estarão todas sendo publicadas no blog.

>> Leia o próximo: 11 – A chave para o Acima e o Abaixo <<<





9 – A Chave da Liberdade do Espaço


A Chave da Liberdade do Espaço


INTRODUÇÃO ao ORIGINAL: A Interpretação das TÁBUAS DE ESMERALDA DE THOTH: 
Nas páginas seguintes, são revelados alguns dos mistérios que só foram tocados levemente por alguns estudantes sinceros ou por outros professores e alunos de verdade. 

A busca do homem pela compreensão das leis que regulam a sua vida tem sido incessante, mas sempre um pouco aquém do véu que protege os planos mais elevados da visão do homem (e da mulher) comum e mundano, apesar disto a verdade existe, pronta para ser assimilada por aqueles que ampliaram sua visão interior, e não buscaram nada fora de si mesmo, em sua busca.



As Tábuas de Esmeralda de Thoth: 9 – A Chave da Liberdade do Espaço


  • Ouvi, oh homem, sim, ouvi a minha voz, ensinando sobre a Sabedoria da Luz neste ciclo; sim, ensinando como banir a escuridão, ensinando como trazer LUZ na tua vida.
  • Buscai, ó homem, como um dom, encontrar o grande caminho que conduz à vida eterna. Te mantenhas distante do véu da escuridão. Procures tornar-se uno com a luz para iluminar o mundo. Faça a si mesmo um recipiente para a LUZ, um foco para a SOL deste espaço tempo (sistema solar) local.
  • Levantes tu os teus olhos para o Cosmos. Levantes tu os teus olhos e contemple a LUZ. Fales com as palavras do Morador (dos Salões do Amenti), o canto que atrai para baixo a LUZ. Cantes tu a canção da liberdade. Que tu cantes a música da TUA alma. Criará alta vibração que fará de ti unificado com o todo. Misture tudo de ti mesmo com o Cosmos. Cresça unificado com a LUZ. Sejas tu um canal que traz a ORDEM, um caminho aberto para a LEI (Dharma) atuar no mundo.
  • Tua LUZ, ó homem, é a grande LUZ, brilhando através das sombras da carne. Livre deves tu subir a partir da escuridão da matéria, perante tu esta a unificação com a LUZ.
  • As sombras das trevas te cercam. A vida te enche com seu fluxo sagrado. Mas saiba, ó homem, tu deves erguer-te da matéria, das trevas, e deixar teu corpo ir,  agora deves acessar os outros planos (de consciência) que te cercam e verás que somos UNOS contigo.
  • Olhe ao redor de ti, ó homem. Veja tua luz refletida. Sim, mesmo na escuridão em torno de ti, tua LUZ se derrama através do véu das trevas da matéria.
  • Procure por sabedoria sempre. Não seja traído pelas necessidades do teu corpo. Mantenhas-te no caminho das ondas de LUZ. Abandone o caminho escuro das trevas. Saiba que a sabedoria é duradoura. Ela existe desde que a ALMA do TODO começou, criando a harmonia (do Cosmos) pela Lei que existe no caminho.
  • Ouça, ó homem, os ensinamentos da sabedoria. Escute a voz que fala do tempo passado. Sim, eu te darei do conhecimento esquecido, falarei da sabedoria escondida desde tempos há muito passados, perdidos no meio da escuridão em torno de mim e de ti.
  • Sabeis, ó homem, vós sois o final de todas as coisas. Só o conhecimento deste fato é o que foi esquecido, perdido quando o homem foi lançado no cativeiro da matéria, amarrado e acorrentado pelas cadeias da escuridão das trevas.
  • Há muito, muito tempo atrás, eu abandonei a necessidade de ter um corpo. Livre Eu vaguei através da vastidão do éter, circundei os ângulos que aprisionam o homem em seu cativeiro. Não sabeis vós, ó homem, vós sois somente um espírito. O corpo não é nada (é ilusão). A Alma é TUDO (é real, imortal e eterna). Não deixe o teu corpo ser uma prisão. Liberte-se da escuridão e viaje na LUZ. Liberte-se de teu corpo, ó homem, e seja livre, verdadeiramente uma LUZ que é una com a LUZ.
  • Quando estiveres livre dos grilhões da escuridão das trevas para viajar pelo espaço, como um SOL de LUZ, então sabereis que o espaço não é sem limites, mas que é realmente limitado por ângulos e curvas. Não sabeis vós, ó homens, que tudo o que existe é apenas um aspecto de coisas maiores que ainda estão por vir (a ser, a existir). A matéria é fluida (é energia) e flui como um rio, constantemente mudando de uma (um estado) coisa para outra.
  • Todo o conhecimento, através dos séculos e eras, sempre existiu; nunca foi alterado, embora fosse enterrado profundamente na escuridão; nunca foi perdido, embora fosse esquecido pelo homem.
  • Saiba que por todo o espaço habitareis e que “OUTROS” (outras civilizações extraterrestres) tão grande quanto a vossa também coabitam, vivendo entrelaçados através do coração da matéria, ainda que separados cada um em seu próprio espaço (em infindáveis sistemas solares e planetas).
  • Uma vez em um tempo há muito esquecido, Eu THOTH, abri a porta, e penetrei através de outros espaços e aprendi os segredos OCULTOS neles. Profundamente na essência da matéria existem muitos mistérios OCULTOS.

  • Nove são as dimensões interligadas, e nove são os ciclos de espaço. Nove são as difusões de consciência, e Nove são os mundos dentro de mundos. Sim, NOVE SÃO OS SENHORES DOS CICLOS que vêm de cima e de baixo.
  • O espaço é preenchido com os escondidos, e o espaço é dividido pelo tempo. Buscai a chave para o espaço-tempo, e havereis de abrir o portão. Sabei que ao longo do espaço-tempo a consciência certamente existe. Apesar de nosso conhecimento que está oculto, ainda assim ele sempre existe.
  • A chave para acessar os mundos dentro de ti são encontrados somente dentro de ti mesmo. Pois o homem é a porta de entrada do mistério e é a chave que o unifica com o UNO.
  • Buscai dentro do círculo. Use a palavra que eu darei. Abra a porta de acesso para dentro de ti mesmo, e, certamente, tu, também, viverás. Homens, pensais que vós estais vivos, mas saiba que é uma vida dentro da morte (das trevas).Porque assim como é tão certo como estais vinculado ao teu corpo, para você não existe vida. somente a alma é livre do espaço-tempo, ela que possui a vida que é realmente uma vida. Tudo o mais é apenas uma servidão, um grilhão do qual se deve ser livre.
  • Não penses tu que o homem é nascido da terra, embora ele nasça seu corpo da terra, que a ela pertence (o corpo). O homem é espírito de luz-nascido. Mas, sem saber isso, ele nunca poderá ser livre. A escuridão envolve o da LUZ nascido. As trevas aprisionam a alma. Só quem está buscando pela LUZ e sua redenção pode ter a esperança de ser livre.
  • As sombras em torno de ti estão caindo, a escuridão preenche todo o espaço. Brilhe, oh ALMA, a LUZ do homem. Preencha tu a escuridão do espaço ao teu redor.
  • Todos vós sois filhos da grande LUZ. Lembrem-se disso e sereis livres. Não fiqueis imersos nas sombras. Desabroche e brilhe intensamente diante da escuridão da noite, Que a tua alma seja LUZ, oh nascido do sol, preenchido de glória da LUZ, livre dos grilhões das trevas, uma alma que é UNA com a LUZ.
  • Tu és a chave para toda a sabedoria. Dentro de ti está todo o tempo e espaço. Não vivas em servidão à escuridão. Que tu sejas livre, uma LUZ brilhando na escuridão da noite.
  • Grande Luz que preenche todo o Cosmos, derrame-se totalmente sobre o homem. Faça do seu corpo uma tocha de LUZ que nunca se apaga entre os homens. Muito tempo no passado, Eu busquei pela sabedoria, por conhecimento desconhecido pelo homem mundano. Distante no passado, eu perambulei, para o espaço de tempo em que houve o começo de tudo. Procurando pelo conhecimento que eu já sabia, para adicionar a sabedoria que eu conhecia. No entanto, apenas encontrei, que o futuro detêm a chave para a sabedoria que eu imaginei existir.
  • Para baixo, para os Salões do Amenti eu viajei, pelo maior conhecimento buscando. Pedindo aos nove SENHORES dos CICLOS, para que me encaminhassem para a sabedoria que eu procurava. Fui questionado pelos SENHORES com esta pergunta: Onde está a fonte do TODO? Respondeu, em sons que eram poderosos, a voz do Senhor dos NOVE: “Liberte a tua ALMA do teu corpo e venha comigo para a LUZ”.
  • Imediatamente abandonei o meu corpo, eu era uma chama brilhando na escuridão. Então eu fiquei perante o SENHOR dos Ciclos, o NOVE, banhado no fogo da vida. Em seguida eu fui apreendido por uma força, grande e poderosa além do conhecimento do homem. Fui então projetado para o vasto abismo através de espaços desconhecidos para o homem.
  • Eu vi a moldagem da Ordem do caos e dos ângulos da noite. Eu vi a LUZ primeva da Ordem e ouvi a voz da LUZ. Eu vi a chama do Abismo, criando e lançando adiante a Ordem e a LUZ. Vi a Ordem primeva surgir a partir do caos informe.  Eu Vi a Luz criando e dando origem à vida.
  • Então eu ouvi uma voz. “Ouça e entenda. A chama é a fonte de todas as coisas, contendo todas as coisas na sua potencialidade. A Ordem que enviou a luz é a Palavra e desta Palavra a Vida surge e tudo e todos vem à existência”.
  • E mais uma vez falou a voz dizendo: “A VIDA em ti é a Palavra. Encontre tu a vida dentro de ti mesmo e terás poderes para o uso da palavra”.
  • Um longo tempo eu assisti a Luz da Chama, se derramando desde a Essência do Fogo, percebendo a VIDA, mais a Ordem e que o homem é UNO com o fogo.
  • Eu voltei para o meu corpo, novamente me encontrei com o Senhor dos Ciclos, o NOVE, e novamente ouvi sua voz vibrar com os poderes que ele falou: “Sabei, oh Thoth, que a VIDA não é senão a PALAVRA do fogo. A VIDA que buscais esta diante de ti, é a  PALAVRA que age no Mundo como um incêndio. Buscai o caminho para a palavra e os seus poderes certamente serão teus”.
  • Em seguida, eu perguntei ao NOVE: Oh Senhor, mostra-me o caminho. me indique o caminho para a sabedoria. Mostre-me o caminho para obter a PALAVRA. Ele então respondeu-me, o SENHOR dos nove: “Através da ORDEM, havereis de encontrar o caminho. Tu vistes que a palavra surge do Caos? (FAÇA- SE A LUZ…) Tu não vistes que a luz veio do fogo?”
  • “Procure na tua vida pela ORDEM. Equilibre e ordene a tua vida. Termine com todo o caos das tuas emoções e terás um propósito na VIDA. A ORDEM emerge do Caos e te trará a palavra vinda diretamente da FONTE, junto com o poder dos ciclos, e fará da tua alma uma força que o livre arbítrio estenderá através dos tempos, como um SOL perfeito oriundo da Fonte”.
  • Eu ouvi a voz e profundamente agradeci as palavras em meu coração. Por todo o sempre eu tenho buscado pela Ordem que eu poderia traduzir na palavra. Saiba que aquele que a alcançar (atingir) deverá sempre estar em ordem (equilíbrio) a fim de poder usar da PALAVRA.
  • Escutai essas palavras, ó homem. As considere como parte essencial da tua vida e as deixe assim ser. Buscai   conquistar esta ordem e UNO com a palavra (o VERBO) tu serás.
  • Faça todo o teu esforço possível para ganhar LUZ na senda da vida. Procure ser UNO com a LUZ do SOL. Procure ser apenas  LUZ. Mantenha firme o teu pensamento na UNICIDADE da luz com o corpo do homem. Saibam que tudo esta em Ordem no caos nascido da LUZ.




“E para quem busca honesta e dedicadamente o crescimento espiritual e lê as Tábuas de Esmeralda com os olhos, coração e mente abertos, a sua sabedoria será aumentada em mais de uma centena de vezes”. 


LEIA. Acreditando ou não, entendendo ou não, mas LEIA. E as vibrações nelas contidas (o Poder do SOM, das palavras, do pensamento, da sabedoria antiga, da Doutrina Secreta) irão despertar uma resposta na tua alma. Em breve elas estarão sendo publicadas no blog.


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